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Monday, October 19, 2015

1816-1831 PANORAMA (BRASILEIRO) DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA OU MISSÃO FRANCESA (Rio de Janeiro, Brasil).

1816-1831 PANORAMA (BRASILEIRO) DA MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA OU MISSÃO FRANCESA (Rio de Janeiro, Brasil). No período que D. João, rei de Portugal (1767-1826) permaneceu no Brasil (29 novembro, 1807 - julho, 1821), o monarca empreendeu, entre outras, a missão civilizatória de convidar artistas franceses para estabelecerem no Rio de Janeiro, a Academia de Ciências e Artes. Os artistas e músicos que partiiparam da dita, Missão Francesa, na época eram opositores a Napoleão, imperador da França, e vieram ao Brasil chefiados pelo secretário da Seção de Belas Artes do Instituto da França, Joaquim Lebreton (1760-1819). D. João elevou o Rio de Janeiro à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves, sede oficial da coroa (16 de dezembro, 1815). Seguiram-se grandes celebrações, que perduraram durante os quatro últimos anos da permanência da monarquia portuguesa no Brasil, que incluíram o casamento de D. Pedro I com a princesa Leopoldina, o aniversário, aclamação e coroação de D. João VI, entre outras celebrações de menor importância. Os artistas da Missão Francesa organizaram os eventos e ornamentaram as ruas do Rio de Janeiro com Arcos de Triunfo, além de pintarem cenários para peças teatrais e concertos musicais. Para essas celebrações o mais conhecido músico português, o maestro Marcos Antônio da Fonseca Portugal (1762-1830), que emigrou para o Brasil (1811), compôs em homenagem as festividades de coroa várias peças musicais principalmente sacras. Muitos concertos foram realizados na Capela Real, e outros, no recém inaugurado Teatro São João, com 112 camarotes e platéia para mais de 1000 espectadores. A dita, Missão Francesa foi composta por vários artistas conhecidos na sua época, que emigraram ou passaram prolongada temporada no Brasil: Jean-Baptiste Debret (1768-1848), primo do pintor preferido de Napoleão, Jacques-Louis David (1748-1825), de quem foi aluno; o pintor de paisagens Nicolas Antoine Taunay (1755-1830) e seu irmão, o escultor Auguste Marie Taunay (1768-1824); o arquiteto Grandjean de Montigny (Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny, 1776-1850), o gravador e entalhador Charles Simon Pradier (1783-1847); o professor de mecânica aplicada, Francisco Ovide; o ajudante de escultor, Francisco Bonrepos; o músico austríaco Sigismund von Neukomm (1778-1858), aluno do compositor Franz Joseph Haydn (1732-1809); além de dois surradores e curtidores de peles, um serralheiro, três carpinteiros e um mestre de obras de serraria. As despesas de viagem foram pagas pelo rei português, que garantiu a todos excelentes pensões, desde que permanecessem pelo menos seis anos no Brasil. A edificação projetada por Grandjean de Montigny para sediar a dita, Academia de Ciências e Artes, mais conhecida como Real Academia foi inaugurada somente no governo de D. Pedro I (1826). A corte portuguesa não se interessava pelas Belas Artes; no entanto, D. João patrocinou a música com generosas verbas, pois manteve músicos para se apresentarem na Capela Real, entre eles, alguns castrati italianos e 100 executantes dirigidos pelos Mestres de Capela, os alemães Theodor von Leithold (1771-1826) e Ludwig von Rango (1794-1861). Entre os artistas da Missão Francesa se destacou Jean-Baptiste Debret, que documentou em centenas de gravuras a vida da capital e do interior, nas obras que registraram a fauna, a flora, os índios e a chaga vergonhosa da escravidão. Depois de 15 anos de permanência no Brasil Debret voltou à França, quando reuniu e publicou vários álbuns reproduzindo suas gravuras REFERÊNCIAS SELECIONADAS: Gomes, L. (2007). 1808. Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. São Paulo: Planeta, 3a reimpressão, pp. 21, 219-221, 378 (ns. 17, 18, 21).

Thursday, October 15, 2015

CARVALHO, Flávio Resende de (1899-1973).

CARVALHO, Flávio Resende de (1899-1973). O artista brasileiro nasceu em Amparo da Barra Mansa, no Estado de São Paulo e morreu na capital (São Paulo). O artista estudou na França (1911-1914) e na Inglaterra: ele se graduou em engenharia civil, na Universidade de Durham (Newcastle, 1922). Carvalho voltou a viver em São Paulo, onde integrou a equipe de calculistas do conhecido escritório de engenharia de Ramos de Azevedo. Carvalho participou, em companhia do grupo de artistas vanguardistas da Semana de Arte Moderna conhecida como a Semana de 22 (1922), mas não se inseriu no grupo dos modernistas. Carvalho desenhou projetos arquitetônicos utópicos, que não foram construídos, como o Palácio do Governo do Estado de São Paulo (1927); o artista também projetou o Palácio do Congresso, a Embaixada da Argentina no Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Minas Gerais. Carvalho projetou e realizou o projeto de decoração do Centro Acadêmico XI de Agosto, no Edifício Martinelli e o projeto do Edifício Comercial Magazine Madame Jenny, na rua Barão de Itapetininga, centro elegante de São Paulo (1933). O projeto Monumento ao soldado Constitucionalista de Carvalho foi premiado (1932); neste mesmo ano o artista pintou seu Nu feminino deitado (1932, óleo/ tela, 31 x 55 cm), que ele, posteriormente doou para o acervo do MASP (São Paulo). Carvalho passou a pertencer ao Grupo (Paulista) dos Antropófagos, quando foi influenciado por Oswald de Andrade. Carvalho defendeu posturas polêmicas e realizou ações performáticas como a N. 02, quando ele, andando no sentido contrário e com chapéu na cabeça, cortou ao meio a procissão de Corpus Christi (São Paulo, 1931). O artista fundou o Clube dos Artistas Modernos [CAM] (24 novembro, 1932), que reuniu Antonio Gomide, Carlos Prado, Vittorio Gobbis e Emiliano Di Cavalcanti, entre outros (v.). No CAM Carvalho fundou o Teatro da Experiência, onde encenou a peça de sua autoria o Bailado do Deus Morto: a peça foi censurada e o teatro fechado pela polícia da ditadura getulista. Apoiado por Assis Chateaubriand Carvalho reviveu o Teatro da Experiência, reencenando para Roger Caillois o seu Bailado para o Deus Morto, no Restaurante Recreio Molinaro (São Paulo, 1943).No CAM Carvalho organizou sua primeira mostra individual, também fechada pela polícia: o artista conseguiu reabri-la através de um mandato judicial (1934). No ano seguinte Carvalho fundou o Grupo Quarteirão (São Paulo, 1935); mas, cansado de lutar contra a repressão e perseguição política, Carvalho fechou o CAM e viajou para prolongada temporada européia. Na volta, o artista organizou com a presença de obras de artistas nacionais e estrangeiros, as três edições do Salão de Maio (São Paulo, 1937; 1938; 1939; v.). O jornalista Assis Chateaubriand, patrocinou a viagem de Carvalho ao Paraguai, na companhia do músico e compositor Ary Barroso; na volta, Carvalho publicou no Diário de São Paulo a sua série de textos Rumo ao Paraguai. Carvalho proferiu as palestras O Berço da Civilização no Mundo e Notas sobre a Cultura Guarani, no ciclo de palestras associadas à mostra individual do pintor Carlos Prado (São Paulo, outubro, 1939). Carvalho iniciou sua pesquisa sobre a moda tropical e terminou de escrever a série de textos Rumo ao Paraguai (1943). Várias obras de Carvalho participaram da mostra internacional Pinturas Modernas Brasileiras [Modern Brasilian Paintings], na Academia Real de Arte [Royal Academy of Art] (Londres, novembro, 1943). Carvalho tornou-se o grande animador das vanguardas paulistas, quando lançou a moda de saiote com sandália rústica de tiras em couro no estilo romano que o artista complementou com meias de malha do tipo arrastão, lançando a moda masculina para o verão. Carvalho desfilou trajado deste modo pelas principais avenidas paulistas: sua figura parou a cidade, no evento que pode ser considerado hoje como o primeiro Acontecimento [Happening] da arte brasileira, que Carvalho chamou de Experiência n. 03. Na ocasião, o artista mobilizou multidões, que o seguiram no seu percurso que incluiu o Viaduto do Chá (1956). Carvalho publicou na sua coluna no Diário de São Paulo, a série de artigos A Moda e o Novo Homem. O artista expôs individualmente no MAM (São Paulo, 1948); na Bienal de Veneza (1950); na Galeria Domus (São Paulo, 1950) e na I Bienal do Museu de Arte Moderna (São Paulo, 1951). Em meados da década Carvalho participou da criação do balé A Cangaceira, dito, Retrato coreográfico de Camargo Guarnieri, Flávio de Carvalho e Aurélio Milloss, tema com oito variações, para o Ballet do IV Centenário de São Paulo (1954). A música foi composta por Camargo Guarnieri, a coreografia por A. Milloss e a cenografia e figurinos de F. de Carvalho, pelos quais o artista recebeu a Medalha de Ouro na Bienal das Artes Plásticas do Teatro (São Paulo, 1955). O balé foi apresentado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro [TMRJ] (17-22 dezembro, 1954): nele dançou no papel principal a verdadeira estrela do balé brasileiro, Edith Pudelka, entre outros. No conjunto da obra de Carvalho se destacam os retratos fantásticos, não só marcados pelo uso intenso da cor como pela influência do Figurativismo diferenciado que Carvalho personalizou, apresentando imagens distorcidas em pinceladas livres na tela, que mostravam, sem dúvida, o grande desenhista que ele foi. Carvalho participou da II Bienal Internacional do MAM (São Paulo, 1953), com cinco retratos: do poeta Murilo Mendes (1951), do antropólogo Paul Rivet (1952), do homem Paul Rivet (1952), da pianista Yara Bernette (1953) e do músico e compositor Mozart Carmargo Guarnieri (1953). O artista também pintou o retrato do poeta Pablo Neruda, do escritor Mário de Andrade, que se encontrava na Biblioteca Mário de Andrade antes de desaparecer na reforma do prédio (São Paulo, c. 2007). O artista produziu a mais famosa série de desenhos da arte brasileira: Minha mãe morrendo (1947). Carvalho realizou mostra individual, quando expôs seus desenhos no MAM (São Paulo, 1954). Carvalho organizou cenários para as festas de carnaval do Instituto de Arquitetos do Brasil [IAB] (São Paulo, 1953) e para o Circo Piolim (São Paulo, 1954); ele participou com três retratos da VIII Bienal de São Paulo (1965): de Annaliese e Renato Magalhães Gouvêa, e de Pietro Maria Bardi, todos pintados no mesmo ano (1964); da IX Bienal de São Paulo, quando suas pinturas foram premiadas (1967). Os desenhos arquitetônicos de Carvalho participaram de vários concursos de arquitetura e foram apresentadas na IX Bienal Internacional (São Paulo, 1971). Carvalho expôs individualmente (Paris, 1958): ele recebeu Medalha de Ouro, no Salão Paulista de Arte Moderna [SPAM] (1965). O artista realizou mais duas mostras individuais, sendo a primeira no MAM (São Paulo) e a outra no IAB (Porto Alegre, 1966). Flávio de Carvalho recebeu o Prêmio Internacional de Desenho na IX Bienal Internacional (São Paulo, 1967) e apresentou sua Sala Especial, na XI Bienal (1971), quando mostrou vários de seus projetos de arquitetura. A última mostra de Carvalho ocorreu em Valinhos (SP, 1972). A Bienal de São Paulo (1983) homenageou Carvalho com mostra retrospectiva de suas obras; e o CCBB (Rio de Janeiro), organizou outra exposição das obras do artista: Flávio de Carvalho, 100 Anos de um Revolucionário Romântico. A obra de Flávio de Carvalho A Inferioridade de Deus (1941, óleo/ tela, 65 x 72 cm, na Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM - RJ), participou da mostra do Surrealismo, no CCBB (Rio de Janeiro, 2001). As obras Retrato de Burle Marx (1955, óleo/ tela, 92 x 73 cm) e Retrato Ancestral (1932, óleo/ tela, 81 x 60 cm), ambas Abstratas, além de que a última foi considerada Autorretrato, foram pinturas que participaram da mostra da Coleção Fadel, no CCBB (Rio de Janeiro, 2002), mostra que publicou detalhado catálogo. O quadro de Carvalho Ascensão Definitiva de Cristo (1932, óleo/ tela, 75 x 60 cm), foi reproduzido no folheto da mostra da qual participou, Encontros com o Modernismo: destaques do Stedelijk Museum Amsterdam, realizada na Estação Pinacoteca (São Paulo, 30 junho- 03 outubro, 2004). Uma das melhores fotografias de Flávio de Carvalho foi tirada na piscina da fazenda Empyreo, pertencente a Yolanda Penteado, quando o artista brindou-nos com um sorriso de verdadeira paz e autêntica alegria: a fotografia foi publicada na Edição Especial dedicada a Yolanda Penteado, por ocasião de seu falecimento na Europa (Vogue Brasil, 1984;). ADES, et al., 1997, p. 341 BARBOSA, 1993, p. 85. CARVALHO, C. P. de; MATTAR, D. Flávio de Carvalho. Rio de Janeiro: CCBB, 1999, pp. 17, 29, 59. REVISTA VOGUE. Yolanda Penteado. São Paulo: Vogue, Carta Editorial, edição extra, 06 jan,m 1984, p. 118. TEIXEIRA LEITE, 1988, pp. 108-111.

1931-1934-1932-1934 GRUPO (PAULISTA) DO CLUBE DOS ARTISTAS MODERNOS [CAM] (São Paulo, 24 novembro, 1931-1934).

1931-1934 GRUPO (PAULISTA) DO CLUBE DOS ARTISTAS MODERNOS [CAM] (São Paulo, 24 novembro, 1931-1934). O Clube do Artista Moderno [CAM], organizado por Flávio de Carvalho reuniu Antonio Gomide, Carlos Prado, Vittorio Gobbis e Emiliano Di Cavalcanti entre outros membros fundadores a artistas como Noêmia Mourão. Carvalho tornou-se a verdadeira alma do clube, para o qual organizou vários ciclos de palestras. para as quais convidou artistas destacados como Tarsila do Amaral, que apresentou A Arte dos Cartazes da URSS (janeiro, 1933); outro dos palestrantes foi o Muralista Mexicano David Alfaro Siqueiros. Foi no CAM que Jorge Amado lançou seu romance Cacau (outubro, 1933). No mesmo centro, Carvalho fundou o Teatro da Experiência, onde propôs montar a peça antropofágica O Homem e o Cavalo, de Oswald de Andrade; no entanto, ele acabou encenando a peça de sua autoria, o Bailado do Deus Morto, com cenografia vanguardista e costumes rígidos de inspiração Cubista, com máscaras de estilo indígena: os desenhos de figurinos de Carvalho pertencem ao acervo do MAC - USP. A peça teatral estreou com a participação de Hugo Adami, que atuou ao lado de Flávio de Carvalho (15 novembro, 1933). Na época o Brasil vivia a ditadura getulista e a peça foi censurada e o teatro fechado pela polícia. Foi no CAM que Carvalho organizou sua primeira mostra individual, também fechada pela polícia: através de mandato judicial o artista conseguiu reabri-la (1934). Cansado de lutar contra a repressão política, Carvalho fechou o CAM e viajou, para aproveitar prolongada temporada européia.

Wednesday, October 7, 2015

BIOGRAFIA: PANCETTI, Giuseppe Giannini (1904-1958).

BIOGRAFIA: PANCETTI, Giuseppe Giannini (1904-1958). O artista foi filho de um imigrante italiano que veio morar no Brasil; seu pai foi mestre de obras da construção do Theatro Municipal (São Paulo, 1911-). Aos dez anos de idade o artista foi enviado para estudar na Itália; Pancetti foi viver na casa de seus tios, em Massa Carrara, onde estudou no Colégio dos Salesianos. O artista exerceu diversas profissões depois que abandonou os estudos, mais simples como carpinteiro e operário, até que conseguiu ingressar na marinha mercante italiana. Pancetti voltou ao Brasil e engajou-se na marinha de guerra brasileira (1922): como marinheiro participou das forças legais no combate à revolta do Forte de Copacabana e das várias revoluções brasileiras (1924; 1930; 1932). Pancetti começou a pintar marinhas (1925-), ele evoluiu como artista somente depois que passou a frequentar o dito Núcleo Bernardelli, criado à partir da ENBA (Rio de Janeiro, 1931-1941). Pancetti pintou na companhia de artistas como Edson Motta, Milton Dacosta e Bruno Lechowsky (1887-1941), que o ajudaram a desenvolver-se na composição. O artista pintou a melhor fase de sua obra na década de 1940; na de 1950, ele pintou marinhas no litoral baiano. Nos vinte anos finais de sua vida, Pancetti pintou de forma obsessiva o próprio retrato: mais de 40 obras do tema são conhecidas, e sobressai o fato de Pancetti mostrar-se em trajes de trabalhador rural ou de operário, nunca negando suas origens proletárias. O Catalogue Raisonné do artista brasileiro foi compilado e publicado (Teixeira Leite, 1988); destacamos na obra do artista as influências de Paul Gauguin, e mesmo do Expressionismo de Vincent van Gogh. Pancetti utilizou paleta com cores diferentes e luz característica nas suas obras, destacadas especialmente nas suas hoje celebradas marinhas. Na obra de Pancetti destacamos seu Auto-Retrato (1952-1955, óleo/ tela, 45,7 x 33,2 cm), em exposição na Coleção Fadel, mostra realizada no CCBB (Rio de Janeiro, março – abril, 2002). A obra encontra-se reproduzida no catálogo da mostra. REFERÊNCIA SELECIONADA: Teixeira Leite, J. R. T. (1988). Dicionário Crítico de Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Paulo Mendes da Silva - Art Livre, p. 207.

1931-1941 GRUPO (CARIOCA) DO NÚCLEO BERNARDELLI (Rio de Janeiro, Brasil).

1931-1941 GRUPO (CARIOCA) DO NÚCLEO BERNARDELLI (Rio de Janeiro, Brasil). Os artistas do grupo de alunos de Henrique Bernardelli (1858-1936) se rebelaram contra os ensinamentos da Escola de Belas Artes. Estes jovens fundaram ateliê livre de pintura, que recebeu o nome com o qual se tornou conhecido, o de Núcleo Bernardelli. De acordo com TEIXEIRA LEITE (1988), o ateliê representou a ala moderada do Modernismo carioca. Participaram Edson Motta (1910-1981), Milton Dacosta (1915-1988) e Bruno Lechowsky (1887-1941), entre outros. Tornou-se seu principal artista José Pancetti (Giuseppe Giannini Pancetti, 1904-1958), um dos mais importantes pintores de marinhas brasileiras. REFERÊNCIA SELECIONADA: Teixeira Leite, J. R. T. (1988). Dicionário Crítico de Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Paulo Mendes da Silva - Art Livre, pp. 100.

BIOGRAFIA: BERNARDELLI. Henrique (1858-1936).

BIOGRAFIA: BERNARDELLI. Henrique (1858-1936). Bernardelli nasceu em Valparaíso, no Chile, filho de bailarina e de músico e violinista; ele veio ainda criança para o Brasil, fixando-se com a família no Rio Grande do Sul (1860). Quando D. Pedro II esteve em Porto Alegre, convidou o pai do artista junto com sua esposa, para tornarem-se preceptores das princesas imperiais do Brasil. A família Bernardelli instalou-se no Rio de Janeiro. Bernardelli estudou na Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Zeferino José da Costa, Vitor Meireles e Agostinho da Mota. O aluno talentoso conquistou inúmeros prêmios e distinções (1871; 1872; 1874; 1876; 1878): o prêmio mais cobiçado da época, a Viagem ao Estrangeiro, foi conquistado merecidamente por Rodolfo Amoedo. Bernardelli sentiu-se injustice: ele viajou para Roma (1878), onde tornou-se aluno de Domenico Morelli (1826-1901). O artista voltou ao Rio de Janeiro (1886), onde expôs em mostra individual; suas obras participaram da Exposição Universal (Paris, 1889), onde foi agraciado com Medalha de Bronze. Bernardelli tornou-se professor da Academia Imperial (1891-1905), até ser substituído definitivamente por Batista da Costa; ele passou a dar aulas particulares de pintura. Entre seus alunos se inscreveram os melhores artistas da época como Lucílio e Georgina de Albuquerque, Eugênio Latour, Helios Seelinger e Arthur Timóteo da Costa. Bernardelli foi homenageado por grupo de alunos, que fundou um ateliê livre de pintura, que recebeu o nome com o qual se tornou conhecido, o de Núcleo Bernardelli. De acordo com TEIXEIRA LEITE (1988), o ateliê representou a .ala moderada do modernismo carioca. O pintor e professor Bernardelli executou inúmeras obras decorativas para instituições como o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Cinema Pathé-Palácio (Rio de Janeiro); para o Museu Paulista (São Paulo). As obras de Henrique Bernardelli participaram de inúmeros Salões de Belas Artes, no Rio de Janeiro (1884-1928); da Exposição Brasileira de Belas Artes, no Liceu de Artes e Ofícios (São Paulo, 1911; 1912); do SNBA, no Rio de Janeiro (1916), onde recebeu Medalha de Honra; ele expôs individualmente na mostra Henrique Bernardelli, uma Coleção de Desenhos, na Pinacoteca do Estado (São Paulo, 1976); e suas obras participaram da mostra 150 anos de Pintura de Marinha na Arte Brasileira, no MNBA (Rio de Janeiro, 1982). Depois da prolongada estadia na Itália, Bernardelli voltou ao Brasil com técnicas inovadoras: ele foi considerado pintor revolucionário por Gonzaga Duque (TEIXEIRA LEITE, 1988) e foi influente no seu tempo de vida, bem mais durante sua juventude. Depois sua pintura acomodou-se, tornou-se mais Acadêmica e perdeu o viço da inovação nas obras; seu irmão, Rodolfo Bernardelli foi também artista conhecido e respeitado. O acervo do MNBA (Rio de Janeiro), possui c. de 120 obras, 344 desenhos, 41 aquarelas e óleos de Henrique Bernardelli; a Pinacoteca do Estado de São Paulo detém a posse das consideradas entre as suas melhores obras: Messalina, Bandeirantes, Maternidade, Tarantela e Proclamação da República. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: AYALA, W.: SEFFRIN, A. Dicionário de pintores brasileiros. Curitiba: UFFR - Universidade Federal do Paraná, 1997. 2ª ed., ver., ampl.< 428p. : il., color., p. 53. DICIONÁRIO. TEIXEIRA LEITE, J. R. T. Dicionário Crítico de Pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Paulo Mendes da Silva - Art Livre, 1988, pp. 71-72.

1930-1940 GRUPO DO REGIONALISMO NORTE-AMERICANO (Estados Unidos). .

1930-1940 GRUPO DO REGIONALISMO NORTE-AMERICANO (Estados Unidos). O Projeto Federal para as Artes [Federal Arts Project], da Administração Para o Progresso no Trabalho [WPA] [Works Progress Administration] (v.), representou grande impulso na arte mural norte-americana. O estado ofereceu patrocínio aos seus mais talentosos artistas, contratados pelo governo do presidente Franklyn Delano Roosevelt (1881-1945) para pintarem murais em prédios públicos. Foi expoente do Muralismo Norte-Americano o pintor Thomas Hart Benton (1889-1975): o artista estudou no Instituto de Arte (Chicago) e na Academia Julian (Paris, 1909-1912). Na sua extensa obra mural Benton pintou cenas da vida americana em estilo pessoal, fluido e facilmente reconhecível. Geralmente a obra de Benton é associada à região do meio oeste: ele viveu por c. 20 anos em Nova York – mas também pintou na Martha´s Vineyard – onde passou a maioria dos verões de sua vida adulta, bem como nas regiões do sul e meio oeste de seu país. A obra de Benton é geralmente associada ao Regionalismo Americano (v.), pois Benton recebeu destaque nacional quando foi capa da revista Time (24 dezembro, 1934), junto com seus colegas pintores ditos, regionalistas, John Steuart Curry (1897-1946) e Grant Wood (Grant De Volson Wood, 1891-1942), artista associado ao Gótico Americano. A reportagem colocou o trio como os novos heróis da arte americana, e solidificou o Regionalismo Americano como movimento significante na arte do país. REFERÊNCIAS SELECIONADAS: Thomas Hart Benton (painter). From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 28 January, 2009. Retrieved from: http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Hart_Benton_(painter) Acessed in: February 03, 2009. John Steuart Curry. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi modificada pela última vez à(s) 21h03min de 27 de março de 2013. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=John_Steuart_Curry&oldid=34919643 Acesso em: 16 julho, 2015. Franklyn Delano Roosevelt. From Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last modified on 28 January, 2009. Retrieved from: https://en.wikipedia.org/wiki/Franklin_D._Roosevelt Acessed in: July 16, 2015.